Sem Travas

Nem com mortes soluções chegam


A chacina do Carandiru, em outubro de 1992, foi motivo para o governo federal, de Itamar Franco, repensar a política de segurança no país. O seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, investiu em penitenciárias federais, assim como Lula da Silva. E nada se resolveu. Os presídios brasileiros são pós-graduação em crime. Dentro das celas os bandidos comandam o tráfico de drogas e matanças em todo o Brasil, inclusive em Santa Catarina.

Com a chacina de Manaus, onde 60 morreram e 180 presos fugiram, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou para julho uma nova política de segurança.  Balela! Aliás o governo está tão preocupado que o presidente Michel Temer preferiu o silêncio.  Claro, logo depois da chacina de Carandiru, por exemplo, Michel Temer, então procurador de S. Paulo, foi nomeado secretário de Segurança daquele estado. E sabe o que ele recomendou aos policiais acusados do massacre no Caranduru?

“Os militares envolvidos em confrontos como os do Pavilhão 9 da Casa de Detenção, em casos de perseguição, cercos, tiroteios, merecem repousar depois de ações como essas e ser submetidos a tratamento psicológicos. O choque do dia a dia é uma tarefa ingrata e eles precisam de repouso e meditação. Vou recomendar ao comando-geral da Polícia Militar esse tratamento", disse, segundo reportagem veiculada na época.

Enquanto se tratar problemas sociais com armas, o Brasil continuará sendo um palco de guerra urbana. A nação precisa equacionar e investir nas questões sociais, para colher frutos, com novas gerais éticas, em 20 anos.

  • FORA DA ILHA

Parte dos moradores da Ilha já encontrou solução para sobreviver à temporada extremamente cara em nível de alimentação. O turismo é de supermercado, ou seja, famílias alugam casas e se abastecem com produtos adquiridos em feiras, mercados, etc.

E o que faz o morador? Realiza compra semanal no continente, onde os preços estão convidativos. Mas é bom não avisar aos turistas, sob pena de eles invadirem os supermercados do Estreito e de São José.

  • REZAR É BOM

A Casan deve estar apostando em ações de mandingueiros para que o rio do Brás não rompa o dique de areia e volte a jorrar cocô in natura na praia de Canasvieiras. Mas, não vai demorar muito. Com a próxima chuva tudo é possível.

  • QUESTÃO DE ALÍVIO

Se dependesse do governador Raimundo Colombo, o atual secretário interino da Saúde, dr. Murillo Capella, permaneceria no cargo para minimizar o drama produzido pela dívida de quase R$ 800 milhões com instituições de saúde de todo o Estado.

Mas Vicente Caropreso, deputado do PSDB, deve assumir a secretaria, embora esteja com receio de que poderá sair tão arranhado do cargo quanto João Paulo Kleinubing.
A verdade é que, na situação em que se encontra, a saúde é para técnico resolver e não para político buscar prestígio eleitoral.

  • MORRE O SAGAZ E FOLGAZÃO LAGUNA

Quem conhece João Benjamim da Cruz Júnior não sabe interpretá-lo, mesmo sob a ótica de um exímio zombeteiro, porque a sua capacidade de criar sinergia em um ambiente de trabalho ou de confraternização o tornava uma figura impar, adorada por todos. A chegada do professor Laguna, como era conhecido, em qualquer ambiente significava o prenúncio de dissimulação, de animação produzida por desconversa, alegorias e piadas. Mas quando se tratava de um assunto sério, Laguna abandonava o seu lado folclórico, assumindo com tenacidade o brilho de um doutor que sabia muito.

Lamentável em saber que não teremos mais Laguna em nosso meio. Contudo, o seu legado será sempre motivo para se refletir, alegrar-se e, sobretudo, ter a consciência de que a aprendizagem é estar com o espírito desarmado, sempre disposto a sorrir e a compreender a importância de a humildade ser a essência da vida.

Doutor Laguna será cremado amanhã, 04, em Palhoça.



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