Sem Travas

Acorda, SC!


Blumenau se torna, a partir de hoje, por força de um decreto presidencial, a Capital Nacional da Cerveja. Ótimo, merecido! Falta agora o governo do Estado instituir uma política de incentivo ao incremento da produção de beer. Já somos o estado com maior número de empresas de cerveja artesanal, mas o crescimento esbarra no preço, decorrente, principalmente, de impostos, além da escassez de financiamento.

Da mesma forma, Santa Catarina já produz um vinho bom, claro ainda um pouco distante do melhor padrão da América do Sul. Por que o governo não aposta na vinicultura como alavanca do desenvolvimento do planalto sul, região ainda muito acanhada, marcada por bolsões de pobreza?

Santa Catarina desponta-se por produções singulares, que ganham visibilidade no mercado nacional e sul-americano, como a porcelana, artes em madeira, bebidas destiladas, a exemplo do Steinhaeger, produzido em Porto União e muito consumido na Alemanha, e tantos outros produtos.

Quem sabe o governador Raimundo Colombo dá uma tarefa à sua secretaria de Desenvolvimento Econômico – a propósito, o que ela faz? -, de fazer uma radiografia da nossa produção econômica e elaborar uma política de expansão e consolidação de negócios para o período de 2017 e 2030? A Fiesc é o acervo das informações importantes para este trabalho.

  • RISCO

As discussões em torno de aposentadoria não deveriam se concentrar somente no que ganham os ex-governadores e as viúvas. É moral um deputado se aposentar com menos de 35 anos de contribuição? E o conselheiro do Tribunal de Contas? Aliás o TCE é considerado o trampolim político para uma boa aposentadoria. O Brasil precisa passar por uma reforma radical.

  • ABUSO

O presidente Temer foi passar o carnaval na Bahia e gastou R$ 24 mil para passear por meia hora com uma lancha. Claro, despesa paga com dinheiro público, sem licitação.
O Brasil é incapaz de acabar com os absurdos no serviço público. Por que os cofres públicos têm de pagar o lazer do presidente da República?

  • VISÃO AINDA OBTUSA

A privatização do aeroporto Hercílio Luz não despertou ainda interesses de empresas, como revela Cacau Menezes em sua coluna no DC. A dúvida, contudo, é saber se a dificuldade decorre da exigência de altos investimentos ou da ausência de perspectiva de crescimento da demanda nos próximos 10 anos.

Vamos a uma realidade crua: qual o estudo sério que mostre perspectivas de crescimento sustentável da economia da Grande Florianópolis na próxima década? Primeiro que as cidades da região metropolitana não se entendem, aliás, seus dirigentes públicos, e apenas um projeto engatinha, PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana -, que, mesmo sob a coordenação de um profissional competente, Cássio Taniguchi, ex-prefeito de Curitiba, não alcança a velocidade necessária.

O que faz Florianópolis para que as suas atividades de turismo alcancem níveis de qualidade? O que a Metrópole está investindo para consolidar-se como um polo de turismo de negócio? O que Florianópolis realiza para ampliar seus parques tecnológicos? Basta dizer que os repasses do governo do Estado ao Sapiens Parque estão atrasados há vários meses, já acumulando cerca de R$ 10 milhões.

Bem, o aeroporto é, sem dúvida, a cara social e econômica da região. O aeroporto Hercílio Luz está precário e, mesmo assim, já há uma mobilização de interesses mesquinhos querendo construir um outro aeroporto, em Ratones?

Dá para acreditar que Florianópolis será melhor em 2030 ou ainda mais conturbada?

  • OPORTUNA DISCUSSÃO

O importante seminário realizado terça-feira na Unisul, da Pedra Branca, e que discutiu a política de serviços de inteligência no Brasil, reafirmou a teoria de que segurança não pode ser compreendida apenas sob a ótica da atividade policial e jurídica. Os serviços de inteligências estão hoje voltados para os problemas sociais da cidade, desde o abandono de famílias à omissão dos dirigentes públicos. O encontro reuniu generais, dirigentes do Ministério Público, Polícia Federal e policiais estaduais, representante da AbIn – Agência Brasileira de Inteligência, e outros.

Só falta agora aplicar com rigor essa teoria da inteligência para o Brasil sair da lama social e sacudir os dirigentes públicos municipais.

  • SEM MEDO DE SER CORRUPTO

Perguntas comuns que se faz todos os dias entre brasileiros: a Operação Lava Jato já reduziu substancialmente a corrupção no serviço público? As propinas acabaram? As cidades estão livres de falsos alvarás de licença de construção?

A resposta está nas ações quase que diárias da Polícia Federal e das Gaecos – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas -. Praticamente prende-se corruptos todas as semanas. Muitos corruptos ainda não se convenceram de que serão vencidos pelas leis.

Em Santa Catarina, a Gaeco foi reestruturada. Passou a ter uma coordenação geral e núcleos regionais.



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