Making Of Sem Travas

Sem Travas

A mancha e o camarão


A mancha branca, que atacou os tanques de criação de camarão no litoral catarinense e que desestruturou toda a produção, contaminou também os do Rio de Janeiro, onde o quilo do produto atingiu, no último fim de semana, R$ 300,00. Aqui, ainda se compra o camarão pistola a R$ 65,00 o quilo.

Mas a mancha branca não passa de uma vacilo dos técnicos em piscicultura. Quando o vírus atingiu os tanques da Barra da Lagoa e, principalmente, de Laguna não houve um contra-ataque eficiente. Os efeitos em Laguna foram catastróficos. Os pescadores se desencantaram e abandonaram a produção, evadindo-se para a construção civil na Capital, Balneário Camboriú e Joinville, como pedreiros e serventes. Há menos de cinco anos, era comum o pessoal, até mesmo de Florianópolis, ir a Laguna só para comprar camarão a preços bem acessíveis. Hoje, Laguna vende camarão trazido da Bahia, assim como a Capital. Nada se fez para reverter essa situação, nem a Secretaria da Agricultura e nem a UFSC, pioneira na implantação dos tanques.

  • HÁ 20 ANOS

Dolly, o primeiro clone de uma mamífero adulto, nasceu em julho de 1996, mas só foi divulgado, em nível mundial, em meados de março. A façanha do cientista inglês Ian Wilmut, do Instituto Oslin, da Escócia, permitiu ao mundo desenvolver seus rebanhos com avanços na inseminação artificial, que hoje dá qualidade à criação bovina.

  • ENGANO?

Pelas informações e análises de jornalistas políticos de Criciúma e cercanias, Eduardo Moreira é o candidato ao governo pelo PMDB em 2018. Não é o que se deduz do contexto estadual do PMDB. Dário Berger quer Mauro Mariani, que já conta com o apoio de uma boa parcela de prefeitos. Dentro do partido, o problema de Eduardo se resume a uma constatação: ele não tem densidade eleitoral no estado. E nem em sua região.

  • A ILHA VOOU

Do nativo Jorge Marcelino dos Santos sobre o temporal de ontem à tarde: “Nunca vi disso; parecia que a Ilha estava voando”.

É verdade. Para quem mora na Ilha, esse fenômeno, com chuvas torrenciais, ventos violentos e granizo, não faz parte de história recente. A Celesc parece que ainda está nocauteada pelo fenômeno. Até as 10 horas da manhã de hoje, muitas regiões continuavam sem energia.  O calor e os mosquitos não deixaram muita gente dormir nessa madrugada.

  • O RISCO NO STF

Os processos da Lava a Jato, que incriminam políticos, correm o risco de morrer no Supremo Tribunal Federal e de não fazer sequer cosquinha nas eleições do próximo ano. Impressionante a lerdeza e a omissão do STF em relação a processos envolvendo políticos.

Os processos contra políticos duram, em média, oito anos. Segundo um levantamento da Folha de S. Paulo, casos de foro privilegiado, que tratam de autoridades, como ministros, governadores e parlamentares, se arrastam até 18 anos. O senador Valdir Raupp (PMDB-PR), citado novamente em processo no Superior Tribunal Eleitoral, já é réu em um processo que se iniciou em 1º de setembro de 2000.

Este é um forte sintoma de que a operação Lava Jato pode morrer e frustrar a Nação dentro do STF, a menos que a presidente Carmem Lúcia monte um esquema especial com prazos fixados.

  • DISCURSO SEM PRÁTICA

Os discursos que defende ações sociais em Florianópolis, para reduzir a violência, seriam uma unanimidade se os gestores municipais concordassem e os praticassem. As barreiras à prática desse discurso não são apenas financeiras. Faltam, sobretudo, um bom e eficiente projeto. Por que não começar com um projeto piloto na favela do Siri?
 

  • RISCO DE SALTO

Parte dos joinvillenses não comunga com a teoria de que o prefeito Udo Döhler deva ser o candidato ao governo no próximo ano. Seus primeiros quatro anos de prefeitura serviram para sanear a estrutura, e, neste quadriênio que se inicia,  Döhler deveria, pelo menos, mostrar trabalho.



Na verdade, Udo Döhler já confessou a assessores que está decidido a fazer uma boa gestão municipal para depois pensar em governo do Estado.



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