Roberto Azevedo

Udo dá flagrante e pede recursos


SIMONE SARTORI/GVG

Não era só a chuva e seus efeitos na Capital que movimentaram o Centro Administrativo do governo, nesta quinta (11), a agenda do prefeito de Joinville, Udo Döhler (MDB), com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, que assume o governo em fevereiro, chamou a atenção na politicosfera. É que, além de conversar sobre recursos para a Saúde e sobre o futuro secretário Acélio Casagrande, Udo afirmou, mais uma vez, a posição favorável a reedição da tríplice aliança, com PSD e PSDB.

Mas a curiosidade deve-se ao acaso. Antes do encontro com Moreira, Udo presenciou, durante o almoço, no Restaurante Lindacap, um animado papo entre o deputado Gelson Merisio (PSD), de quem é padrinho de casamento, e o deputado Aldo Schneider (MDB), que será eleito presidente da Assembleia, no início do mês que vem. Não entrou em detalhes e fez um cumprimento protocolar. Mal sabe o prefeito de Joinville que os acordos entre Merisio e Aldo, com a preservação de alguns cargos de interesse do pessedista, incomodam muitos emedebistas graduados. Mais tarde, acompanhado do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), o maior apoiador de Jair Bolsonaro à Presidência, e do assessor Jerry Comper, Aldo também se encontrou com o vice-governador, justamente para garantir que está firme para assumir o comando do Legislativo, enquanto finaliza o tratamento contra um câncer.

 

SIMONE SARTORI/GVG

O DESAFIO DE ALDO

Ao assumir a presidência da Assembleia, em fevereiro, Aldo Schneider terá que evitar as armadilhas que transformaram a passagem do deputado Silvio Dreveck (PP) pelo cargo quase em secundária. A forte presença dos assessores e vontades de Gelson Merisio tiraram muito do brilho de Dreveck, conhecido pelo bom trânsito entre as várias bancadas e pela capacidade de articulação, que ainda teve que ficar na defensiva em algumas trapalhadas do Legislativo. Aldo deve aprender a lição política: acordo se cumpre, mas há limites para não transformá-lo em submissão aguda.

 

Maia aqui

Reforma do Estado brasileiro, principalmente a da Previdência, trouxe o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), à Casa d’Agronômica, nesta quinta (11), primeira parada de uma agenda que correrá todos os estados. Maia prega que os estados também devem ser beneficiados em outras medidas que o Congresso precisa tomar, mas admitiu aos jornalistas que aprovar a medida que se tornou impopular, muito pela falta de comunicação do Planalto e do casuísmo dos parlamentares, faz parte de um “árduo caminho”.

 

Made in PFL

Rodrigo Maia conversou com o governador Raimundo Colombo e com o ex-senador Jorge Bornhausen, um dos responsáveis por um dia transformar o PFL em DEM.O presidente da Câmara ouviu de Colombo que é preciso coragem para fazer a reforma da Previdência, que com ou sem apoio, é essencial aprova-la para recuperar o país, uma medida “inexorável”, cravou o governador catarinense, que qualificou a cruzada de Maia pelo país como o verdadeiro trabalho de estadista.

 

Chuvarada

O prefeito Gean Loureiro (MDB) garantiu a liberação de R$ 3 milhões do governo do Estado depois de encontro com o governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira, e se reunirá com o secretário Rodrigo Moratelli (Defesa Civil) para acertar os detalhes para a utilização dos recursos em obras emergenciais. Ao mesmo tempo em que admite que precisará de muito mais, em torno de R$ 20 milhões, e também irá atrás de recursos do Ministério da Integração Nacional, Gean disse ao comunicador Hélio Costa, no programa Cidade Alerta, ao vivo, que faltaram obras que poderiam amenizar os efeitos da chuva, embora o volume de água que caiu em 24 horas, maior do que o dobro do previsto para o mês inteiro, seja quase incontrolável.

 

“Especialistas”

Mais uma vez a turma das redes sociais se supera em avaliações precipitadas sobre os efeitos devastadores da chuva que atinge a Grande Florianópolis. Temos os eternos ecologistas que apregoam tratar-se o efeito por conta do desmatamento, mas o volume e evento cíclicos, como a da enxurrada de 1995, são ignorados. E os urbanistas, que defendem grandes obras de drenagem. Agora, impedir a construção em áreas de histórica ocupação da água, principalmente em terrenos que pertenciam a mangues, mais edificar em encostas, além de jogar lixo de grande porte em córregos e galerias, ninguém se refere.

 

Estendeu

A Base Aérea da Florianópolis atendeu ao pedido de Gean Loureiro e estendeu até a 1h da madrugada a passagem de veículos pela área interna de suas instalações. Foi a alternativa para evitar a SC-405, que está alagada. Só faltaram placas para indicar o caminho.

 

ORVAL OLINA/DIVULGAÇÃO

TUCANOS NA FESTA POMERANA

Tem sido assim, nos últimos eventos públicos, os tucanos, principalmente os pré-candidatos à majoritária, aparecem em bloco, como ocorreu na festa Pomerana, em Pomerode, no Vale do Itajaí, cidade comandanda pelo prefeito Ércio Kriek (DEM). Os tucanos, capitaneados, desta vez, pelo secretário Leonel Pavan (Turismo, Cultura e Esporte), lá estavam representados pelo senador Paulo Bauer, o prefeito Napoleão Bernardes (Blumenau), o senador Dalírio Beber, o deputado estadual Vicente Caropreso e o vereador blumenauense Jens Mantau. A exceção era o deputado estadual Jean Kuhlmann (PSD), que belisca uns votos no município.Nada melhor do que uma festa para pedir voto e marcar a imagem.

 

Liberado

O governador Raimundo Colombo sancionou a lei que libera a venda de cerveja nos estádios de futebol. A publicação no Diário Oficial, nesta sexta (12), elimina rumores de que a ação de grupos religiosos mais radicais impediria a entrada em vigor da medida aprovada na Assembleia sob o aplauso dos clubes e das empresas produtoras da bebida, principalmente as artesanais do Estado, que ficaram com uma fatia do novo mercado.  



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