Roberto Azevedo

O relatório é favorável a Temer


O plenário da Câmara é soberano para decidir sobre o futuro do governo Temer. AGÊNCIA CÂMARA

Quem vê ou lê a cobertura da imprensa sobre os movimentos do presidente Michel Temer para garantir votos para barrar a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, no plenário, pode, equivocamente, entender que é um absurdo que ele busque apoio e jogue com as armas que tem, muitos milhões em emendas parlamentares. Não o é. Temer tem esta prerrogativa, a mesma exercida à exaustão pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando do episódio que antecedeu o julgamento do impeachment, ou do ex-presidente petista Lula, que cooptou parlamentares para que votassem com seu primeiro governo, no que ficou conhecido como Mensalão. Outros tantos governantes se utilizaram do expediente nas composições entre Executivo e Legislativo.

Portanto, quando o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) ler o relatório na tarde desta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deverá livrar Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Wellington Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) das acusações de organização criminosa e obstrução de Justiça, oferecidas pela Procuradoria Geral da República. É só uma questão protocolar, pois a decisão será no plenário da Câmara, onde o Planalto trabalha para aumentar a margem de votos favoráveis ao presidente do que os garantidos na votação de 3 de agosto passado, que arquivou a denúncia por corrupção passiva, algo sobre qual Temer só deve respoonder depois de encerrado o mandato, em 31 de dezembro de 2018.         

 

Explícito

Operação da Polícia Federal para combater o envio de cocaína pelos portos de Navegantes e Itajaí, em Santa Catarina, além de Santos (SP), deflagrada nesta terça-feira, mostra muito bem uma realidade: gente que aparece, da noite para o dia, local ou recém-chegado, cheio da grana, que não tem uma fonte de renda conhecida ou lícita e mora bem, gasta muito e ostenta, gravita em torno deste universo. Explicado.

 

DIVULGAÇÃO

UM PSOL MAIS JOVEM

O jornalista Leonel Camasão (terceiro da direita para a esquerda, no alto) comanda o PSOL de Florianópolis, uma renovação de olho na eleição em 2018. Não só pela sucessão, pois Camasão sucede o professor Elson Pereira, que concorreu por duas vezes à prefeitura da Capital e também foi candidato a deputado, mas também pela perspectiva de apresentar um projeto viável à Presidência da República. O novo presidente do PSOL já concorreu à prefeitura de Joinville, em 2012, onde começou sua carreira política, e também disputou uma cadeira à Assembleia, em 2014.

 

Na Capital

Coordenador de Juventude da Prefeitura de Florianópolis, Fernando Fernandes confirmou a presença do prefeito Gean Loureiro (PMDB) no Congresso Estadual da Ordem DeMolay, dias 13. 14 e 15 deste mês, no Hotel Cambirela, na Capital do Estado. Mais de 400 jovens de todo o Brasil participarão do evento do segmento jovem da Maçonaria.

 

JULIO CAVALHEIRO/SECOM

FATO HISTÓRICO

A primeira das quatro etapas que transferirá a carga da Ponte Hercílio Luz foi um sucesso, nesta segunda, e começa constituir em um fato relevante no estudo da engenharia. O objetivo é erguer a estrutura do vão central em 40 centímetros, trabalho executado sob a supervisão de técnicos da empresa portuguesa Teixeira Duarte e do Deinfra. A meta é entregar ao tráfego até o final do ano que vem. Quem ou que veículos poderão passar pela estrutura será uma outra discussão já em curso.

 

Diretas

 

* Presidente Emmanuel Macron, da França, enfrenta uma greve geral por que pretende fazer uma reforma trabalhista e ainda tem pela frente uma audaciosa reforma da Previdência. Lá como cá é o mesmo problema.

 

* Jornalistas Ângela Bastos e Felipe Carneiro, do Diário Catarinense, faturaram o importantíssimo Prêmio Vladimir Herzog, na categoria multimídia, pela excelente reportagem em que mostrou a violência doméstica contra a mulher na zona rural. Parabéns aos veículos e aos profissionais.



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