Roberto Azevedo

Merisio apresenta as contraprovas da delação




Os deputados Silvio Dreveck, Gelson Merisio e Padre Pedro Baldissera durante a sessão da Assembleia desta quarta. MIRIAM ZOMER/AGÊNCIA AL

O deputado Gelson Merisio (PSD) utilizou um vídeo para apresentar certidões obtidas junto ao Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Federal e Polícia Federal que atestam, de acordo com o parlamentar, que ele não está sob investigação na Operação Lava Jato. Para manter o projeto de pré-candidatura ao governo do Estado, Merisio parte para a ofensiva com o objetivo, primeiro, de desmentir os ex-executivos da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis e Paulo Welzel, que relataram doações ilegais, via caixa dois, para sua campanha à Assembleia, em 2014, R$ 550 mil.

A tática é a mesma utilizada em vídeos anteriores, desqualificar as delações e gerar dúvidas sobre os conteúdos que também comprometem o governador Raimundo Colombo, o deputado José Nei Ascari e o secretário Antonio Gavazzoni (Fazenda), todos do PSD, entre outros. Merisio agiu rápido, tal qual no projeto para 2018, e antecipou-se as incomodações que ninguém assegura que virão ou não, embora nos bastidores o sentimento de muitos pessedistas é de otimismo, de que as denúncias não evoluirão e a alcunha de “Cunhado” seja esquecida. Os adversários, é claro, preferem um cenário mais sombrio, baseados em outros episódios da Lava Jato.

 

Equívoco

No vídeo publicado nesta quarta, que pode ser acompanhado nesta coluna, Gelson Merisio afirma que as delações de Reis e Welzel foram gravadas há um ano, o que não corresponde aos documentos apresentados pelo Ministério Público Federal. Os acordos de delação foram assinados no final do ano passado, e as gravações feitas em dezembro de 2016, entre os dias 12 e 14.

 

Big Ronério

Sem perspectivas políticas, o ex-prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) dedica-se ao projeto Big Sorte, um sorteio eletrônico pela TV. A sofisticação será tanta, garantem, que máquinas semelhantes as que aceitam cartões de crédito e débito emitirão o recibo dos concorrentes.

 

MIRIAM ZOMER/AGÊNCIA AL

A SAÍDA PARA O PT

As costuras para a escolha do novo presidente estadual do PT passam, necessariamente, por um nome do Oeste, região que concentra a maioria dos votos do partido. O deputado federal Pedro Uczai, o deputado estadual Dirceu Dresch (foto, ao lado da colega Luciane Carminatti) e até o ex-presidente José Fritsch, que foi prefeito de Chapecó por duas vezes, são os principais nomes no centro da tentativa de acordo para o encontro estadual no início do mês que vem.

 

Premissas

Um dos cotados para presidir o PT, Dirceu Dresch acredita que os dois deputados federais, Uczai e Décio Lima, devem ser pré-candidatos às eleições majoritárias do ano que vem, e que os petistas devem ter um pré-candidato ao governo, em 2018. Dresch também defende que, entre as soluções para a preservação da sigla, seja efetivada a formação de uma frente de esquerda com PCdoB e PDT, e até o PSOL. “Vamos conversar, temos que unificar as forças de esquerda”, sintetiza o deputado.

 

Recordar é viver

Nos gabinetes da Assembleia ainda ecoa o assunto tentativa de privatização da Casan, motivo da gananciosa investida da Odebrecht, desde as eleições de 2010. Ocorre que o projeto que aterrissou na casa, vindo do executivo, foi bastante modificado pelos deputados, pois o original seria muito favorável à empreiteira e seus interesses. O deputado Pedro Uczai fazia alertas sobre os tais avanços da empresa e uma emenda foi aprovada para que só fosse permitida a venda da estatal depois de uma consulta popular.  

 

RÁPIDAS

* Tem deputado federal que mudou de ideia e já admite aprovar a reforma da Previdência depois das mexidas na idade mínima (mulheres aos 62 anos, homens aos 65) e no tempo mínimo de contribuição (25 anos – 40 anos para o benefício integral), além das alterações na aposentadoria rural.  

 

* A primeira batalha do Palácio do Planalto, a reforma trabalhista já recebeu mais de 200 emendas, prova de que o assunto suscita muita divergência e ajustes.

 

* Deputados estaduais da base ainda reclamam da falta de convênios por parte do governo do Estado para atender os prefeitos, enquanto os federais ganham espaços por conta das emendas impositivas.  

 

* Reunião com a diretoria do BNDES, no Rio de Janeiro, com o governador Raimundo Colombo, onde estava presente o secretário Antonio Gavazzoni, foi positiva para que o Fundam 2 seja efetivado para as prefeituras no segundo semestre, depois de aprovada uma nova lei na Assembleia.



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