Rádio SC

A voz dos anunciantes: O que pensam ALESC e FIESC sobre o rádio em Santa Catarina


Thamy Soligo, diretora de Imprensa da Assembléia Legislativa de Santa Catarina

por Alexandre Gonçalves, especial para o Portal Making Of

Na reportagem anterior, o especial “A Força do Rádio” do Portal Making Of, em parceria com a ACAERT (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão), destacou a importância do rádio. Em foco, as características geográficas de Santa Catarina que influencia na penetração do rádio. Duas instituições têm se aproveitado deste potencial para propagarem suas mensagens para todo o estado. Uma é a Assembleia Legislativa (ALESC) e a outra é a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).

Canal para mobilizar regionalmente

De acordo com a diretora de imprensa, Thamy Soligo, a ALESC tem muita clareza quanto aos resultados positivos obtidos com as ações de comunicação feitas no meio rádio. “O rádio é uma das nossas prioridades”, diz. Thamy destaca a importância do meio especialmente quando o objetivo da comunicação é mobilizar a sociedade regionalmente para debates ou outros eventos de interesse público.

Ela conta que a relação da ALESC com o rádio se dá pela linha editorial, com o conteúdo produzido e distribuído pela RádioAL, e também com a veiculação do “Notícias em 1 minuto”, convênio com ACAERT que possibilita a veiculação de programetes informativos sobre o parlamento nas emissoras associadas. “Identificamos que quanto mais regionalizamos o conteúdo, melhor o aproveitamento e melhores os resultados”, diz, afirmando que este tem sido um dos grandes desafios da equipe de imprensa da ALESC: produzir informações regionais com aspectos de interesses específicos para determinados municípios.

Thamy Soligo afirma que o planejamento tem sido uma palavra-chave na produção de conteúdo da ALESC para o rádio. “Não adianta produzir 20 ou 30 spots num dia”, explica. “Mais vale produzir 10 com conteúdo regionalizado, no tempo certo, enviados no formato adequado”.

Para a diretora, o uso do rádio ajuda a atender as expectativas de um estado com ampla diversidade cultural e econômica. “Isso significa dizer que em cada região as pessoas têm suas características específicas, suas histórias, problemas e necessidades”, diz. “E o rádio ainda é o grande canal de comunicação entre elas e isso faz muita diferença e gera pertencimento e utilidade”. Por isso, a ALESC, segundo Thamy, quer estar na vida das pessoas com informações que interessam diretamente a elas.

O poder de inclusão do rádio

Assim como no caso da ALESC, o rádio também tem grande relevância na comunicação da FIESC. “Considerando o poder de inclusão da informação na rotina dos públicos, diante de uma linguagem adequada ao meio, o rádio é uma mídia de muita efetividade”, diz Carlos Roberto de Farias, diretor de Marketing e Relacionamento com o Mercado. “E isso colabora para o fortalecimento da imagem e da marca da FIESC.

Atualmente, entre as ações da entidade para o meio rádio estão o projeto “Boletim da Indústria”. Trata-se de um programete veiculado em todo o estado e que traz notícias do cenário industrial catarinense a partir de ações da FIESC. “O conteúdo qualificado, aliado à forma de entrega do rádio, proporciona bons resultados para a Federação”, avalia Farias. Segundo ele, o “Boletim” soma pontos nos esforços de comunicado que podem ser mensurados em Pesquisa de Imagem e Reputação da FIESC.



A FIESC também possui uma parceria com a ACAERT para a disseminação de conteúdo jornalístico. “Temos utilizado o meio rádio também em nossas ações institucionais”, diz o diretor. Para Farias, o rádio é de fundamental importância em Santa Catarina. A retenção da audiência do meio e a proximidade são fatores que ajudam a alcançar os objetivos da mensagem. “As rádios entregam informação por meio de uma cobertura estadual importante para os anunciantes”, diz. “Com isso, de um lado contempla todas as regiões de Santa Catarina, e de outro, temos perfis diferenciados para segmentação dos públicos para ações de comunicação”.

 

Expectativa para migração

Como representantes do mercado anunciante, os diretores da ALESC e da FIESC acompanham com expectativa o processo de migração do AM para o FM. Para Thamy Soligo, da ALESC, a migração vai fortalecer ainda mais o meio e reforçar o hiperlocalismo que o caracteriza. “É esta característica que a migração deverá favorecer: com mais alcance e mais qualidade, as emissoras que produzem jornalismo se fortalecerão ainda mais local ou regionalmente”, acredita.
 
Carlos Roberto de Faria, da FIESC, faz uma comparação com a TV. “Assim como o sinal televiso vem passando pela migração para o sinal digital, acredito que a migração para o FM seja um caminho de melhoria e que impactará positivamente junto aos ouvintes”, diz. Ele destaca a questão técnica, com mais qualidade no sinal, sem interferências comuns no AM e que muitas vezes dificultam a sintonia. “E ainda devemos observar a veiculação pela internet, tendência que cresce de acordo com o comportamento dos ouvintes e das multiplataformas de consumo de informação”, conclui.

 


Este é o segundo texto da série A Força do Rádio. Nos próximos serão abordados temas como “As tendências do rádio”, “Interatividade no rádio”, “O rádio multiplataforma”, “Os desafios do profissional do rádio”, além do “Dossiê da Migração” com todas as informações sobre este momento especial para o meio.

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