Multimídia

Trapalhada atinge edição de fotos do DC. Por Claiton Selistre


Abri o notebook para escrever algo sobre o assunto mais comentado na internet, nas últimas horas, mas desisti: aquilo que eu poderia dizer não seria mais apropriado do que li no Facebook do jornalista Gonzalo Pereira, de quem fui colega há alguns anos. Reproduzo aqui.

"O tema 'Conservação das Pontes Pedro Ivo e Colombo Salles', em Florianópolis, está na pauta do dia. Muitas pessoas tem postado imagens das pontes por conta disso. Vi a publicação que o colunista Moacir Pereira fez a respeito do assunto aqui no Facebook. Ao olhar as imagens, logo percebi que uma delas é completamente diferente da estrutura arquitetônica das pontes. Ao pesquisar no Google, minha suspeita se confirmou: a imagem em questão era de uma ponte na Itália.

As outras imagens são, de fato da Colombo Salles e Pedro Ivo, mas foram originalmente publicadas pelo ND Online em sua maioria (5 das 6 fotos) entre novembro de 2011 e janeiro de 2015. A foto restante foi publicada pelo Diário Catarinense, coluna de Rafael Martini, em março de 2017.

As fotos utilizadas, portanto, não permitem uma interpretação da situação atual das pontes, e podem induzir os leitores a erro. Como a que segue abaixo (https://goo.gl/7pnDDh), que é de 2011. A partir dela podemos - enquanto leitores - imaginar que a situação (se nada foi feito de lá para cá) está pior, ou, (se algo foi feito) está melhor. Mas, certamente, não é mais aquela.

Enquanto jornalistas não podemos, em hipótese alguma, publicar fotos sem que se diga ao leitor que se tratam de imagens de arquivo. E, muito menos, publicar fotos de uma ponte que não existe mais, na Itália, como se fosse uma das pontes que ligam as porções insular e continental da capital de Santa Catarina."


O assunto também foi bem comentado no blog do Alexandre (aqui), de onde reproduzo as fotos.



Obrigado, Gonzalo e Alexandre.

  • Tudo se sabe

"Em sociedade tudo se sabe", dizia o colunista social Ibrahim Sued, que reinou a partir dos anos 1950. Nessa época pré-histórica não havia smartphones, muito menos internet. As grandes histórias surgiam das reuniões sociais, festas de todos os tipos, bocas-livre, onde a champanhe francesa estimulava grandes inconfidências que viravam notícias.

As festas desse tipo sumiram do mapa, foram reduzidas a pequenos grupos, mas as inconfidências não. A internet tem todo o tipo de informação e só os mais experientes ou espertos sabem selecionar o que é verdadeiro. Notas preparadas por profissionais no estilo do colunista escolhido para divulgá-la, substituíram grande parte dos cronistas sociais. O Marketing digital está aí, mas não desbancou os temas picantes de bastidores. A diferença é que só podemos divulgá-los quando confirmados, ao contrário do século passado. Por enquanto muita gente coloca a mão na testa e se pergunta: "Como isso é possível?" Um dia a gente conta.

  • Avião de Rosca

Nota no formato Ibrahim Sued: dizem por ai que quem menos voa no helicóptero alugado pela ALESC é o presidente da Casa. Então o que o avião de rosca faz com frequência lá em cima? Pauta para jornalistas independentes.

  • Paulo Alceu

Mais uma vez o jornalista deixa a crônica impressa, conforme Making Of tratou ontem (aqui). A informação que ele e a RIC repassaram é que deseja se dedicar mais a TV. De fato Alceu é um profissional com mais identificação com o eletrônico, embora desde que chegou à Santa Catarina tenha investido no hábito de escrever. Mas o texto político é outro tipo de serviço: exige tempo maior, disponibilidade para conversar com inúmeras fontes e ao mesmo tempo distanciamento pessoal.

Uma coisa é certa: o jornalista vai preservar o passado profissional dedicando ao que mais gosta de fazer.

Por mera coincidência deixa o espaço no momento em que o governo troca de mãos.

*Claiton Selistre é jornalista.



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