Multimídia

O Campeonato Catarinense de pires na mão. Por Claiton Selistre


As perspectivas para o Campeonato Catarinense de 2018 são as piores possíveis. A fórmula proposta no conselho técnico não foi aprovada e para evitar que seja por pontos corridos a Federação vai ter que negociar mais datas com a CBF, em busca de jogos finais que acrescentem alguma emoção.

Pior do que isso, no entanto, é o desinteresse da televisão em transmitir os jogos. As emissoras locais tiraram o time de campo, pondo final a um romance que durou vinte anos. Sobrou para a Federação negociar direto com a Globo. Cá entre nós: acreditam que isso possa gerar algum acordo financeiro conveniente, quando este ano até o Campeonato Paranaense ficou fora do pacote?

Há uma diferença grande entre o que a TV quer pagar e os clubes desejam receber. É muito provável que, em caso de acerto, sobre dinheiro apenas para aqueles times envolvidos em transmissões abertas, já que o pay per view tem se revelado deficitário. O PPV está condenado nesta época de crise devido a receita insuficiente diante dos custos.

Se essas previsões se confirmarem, a tendência é que tenhamos um campeonato que voltará a ter divulgação apenas pelo rádio na maioria das cidades. Porém, o problema acabará sendo de todos, pois ficar com o pires vazio será um mau início de ano que poderá levar a novos sofrimentos do torcedor quando chegar o Brasileirão, flertando com o Z4 e rejeitado pelo G4, mais um vez.

Infelizmente.

*Claiton Selistre é jornalista.



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