Multimídia

Notícias para cumprir tabela. Por Claiton Selistre


Foto: Divulgação
A festa de fim-de-ano e o feriado na segunda-feira criaram um espaço ocupado com muito sacrifício pela mídia. Com equipes diminuídas e em regime de plantão, foi penoso acompanhar o lugar comum das notícias sobre acidentes na estradas, praias entupidas de gente e o foguetório da noite de 31. Ainda houve uma competição por números inflados sobre presença de público na areia, como se isso fosse melhorar a festa. E as entrevistas? Poderiam ter sido feitas em qualquer lugar. 
 
O show de réveillon, aliás, foi incorporado ao calendário turístico e da população, que merece uma noite de brilho paga com seu dinheiro. Em Florianópolis o espetáculo que já foi referência nacional, empobrece a cada ano. Não se trata apenas de investir mais dinheiro, mas criatividade, como ensinou o fogueteiro francês que andou por aqui na década de 1990. E que foi adotado pouco depois pela empresa gaúcha que bolou os efeitos subaquáticos. Jogar fogos para cima qualquer um faz. Tornar isso um espetáculo, não.
 
Como a temporada de verão está só começando há tempo para fazer coisas melhores. Esperemos que o carnaval não seja o momento "top" do lugar comum, com aquelas  reportagens nacionais sobre o axé em Salvador e o Galo da Madrugada em Recife. Se não houver diferença que façam como os jornais impressos : sumam por três dias.
 
Claiton Selistre
 


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