Multimídia

Muita chuva, pouca informação. Por Claiton Selistre


Fotos: Reprodução
As chuvas que atormentam a Grande Florianópolis todos os anos são motivo de grande preocupação para as comunidades e de  importância estratégica para a mídia. É nestas horas que rádios, TV, jornais e online retribuem ao seu público a fidelidade que ele lhe presta, repassando informações precisas e constantes. Infelizmente não foi o que ocorreu nas últimas horas com alguns desses prestadores de serviços.
 
Vejam por exemplo a capa dos jornais impressos : o Diário Catarinense, concorrente ao título de menos factual do mundo, fala de maçãs. Já o Notícias do Dia conseguiu ser mais eficiente já falando das consequências das chuvas. O jornal do grupo NSC que não foi entregue a assinantes do Norte da Ilha, sofre pela diminuição de equipe e por falta de gestão, pois há editores em férias ao mesmo tempo. 
 
Os problemas da noite e da madrugada foram ignorados pela rádio CBN Diário, esquecendo novamente a tradição presencial nessas horas. A cobertura começou quando chegou o primeiro produtor hoje de manhã e depois, sim, seguiu atenta. As emissoras de TV, NSC, RIC e SBT usaram seus espaços normais para descrever os fatos. Falta aquela emissora, sem amarrações com rede, que possa abrir espaço local.  Um dia foi a TVCom, hoje poderia ser a Record News. 
 
Mas, quem realmente se destacou nesses dias de chuvarada, foi a população que prestou um enorme serviço de informação atualizada e dramática via WhatsApp. Verdadeiros fotógrafos e repórteres informais entraram em campo registrando os principais problemas na cidade. Um pouco do que foi feito está registrado aqui, numa clara demonstração da tendência: o que não fazem pelo público ele mesmo faz.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Claiton Selistre     
 


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