Multimídia

Localismo Globo no Paraná supera Santa Catarina


Se ainda não estava claro que o conteúdo da afiliada Globo em Santa Catarina era de redução de espaço e de pessoas nas emissoras regionais, não há mais dúvidas com o anúncio feito pela Rede Paranaense de Comunicação: a partir deste mês, o jornal do meio-dia passa a ser todo apresentado de Cascavel, Maringá e Noroeste. O objetivo é atender melhor as expectativas dos telespectadores dessas cidades, que antes eram obrigados a assistir dois blocos da capital (reportagem aqui).

Exatamente o inverso do movimento da afiliada Catarinense este ano, que passou a gerar mais conteúdo de Florianópolis, deixando de lado as diferenças regionais marcantes e as potencialidades de Blumenau, Joinville, Chapecó e Criciúma. É uma ação que por enquanto só não tem mais custo para o grupo NC porque a programação nacional garante a audiência geral.

Em termos de imagem, porém,  são notados os primeiros efeitos, enquanto permanece no ar a campanha desde a troca de donos. O marketing diz que a empresa está em movimento, mas a esta altura não se sabe exatamente para onde.

  • Onde estão os repórteres?

A recessão econômica e mental atinge todos os setores da mídia mas impacta principalmente na reportagem. É difícil encontrar grandes temas, apurados com rigor. A maioria dos repórteres cumpre tabela. Pega a pauta (quando existe) e parte para cumprir agenda. Não existe tempo nem ambição de investigar. Nas entrevistas coletivas vale o que entrevistado diz. A imprecisão só aparece depois, quando a notícia já foi divulgada e o estrago feito.

O enxugamento na área é visível para quem ainda se dispõe a ler jornal impresso. As matérias são cada vez maiores, ocupam espaço que poderia ser disponível a mais um ou dois temas. Há enxame de colunistas. É fácil de satisfazer egos e clientes, mas cada vez menos leitores. Estão sendo copiados os piores exemplos da internet. A foto do amigo, de quem pagou a festa ou a divulgação.  É o efeito Instagram. Tudo está à venda.

O jornalista Carlos Wagner escreveu um belo texto sobre isso: QUAL É A RESPONSABILIDADE DOS REPÓRTERES NO SUICÍDIO DO REITOR DA UFSC?

  • Vai um prêmio aí?

Tudo indica que até final deste ano será batido recorde de distribuição de prêmios. Vale de tudo: troféu, diploma, menção honrosa. É facilitado dar e ganhar, porque substitui outro tipo de reconhecimento, o salarial, por exemplo. Para quem recebe vale a divulgação nas redes sociais. Quem ganha paga bebida e canapés. As vezes nem isso tem.

Há gente que cria e aparece mais que o próprio prêmio. O importante é ser premiado. Não é uma questão de ego. É uma falsa ilusão de que o trabalho feito tem algum  sentido.    

  • Marqueteiros em baixa

Os marqueteiros eleitorais continuam em dificuldades. O dinheiro não jorra mais, depois das investigações da Lava Jato, que aliás, citou envolvidos em Santa Catarina, mas ainda não foi adiante. Os aventureiros solitários, como João Dória, acabam de levar o primeiro susto dos novos tempos. Estar e badalar na internet não é uma garantia explícita de votos. Se quiser ser um bom candidato à Presidente vai ter que governar São Paulo do gabinete e não do smartphone.

  • RIC Oeste

João Claudio Sá assumiu a direção regional da RIC para oeste catarinense. Ex-RBS e imprensa oficial, Sá afirma que o desafio é ampliar participação da empresa no mercado.



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