Multimídia

Jornalismo por dinheiro. Por Claiton Selistre


As regras do Jornalismo estão sendo quebradas. Em alguns casos parece que desejam deixar de lado aquilo que foi, é e sempre será um problema, como por exemplo, ter belas aposentadorias e empregos públicos e ao mesmo parecer um cronista ou repórter isento. Não dá. É verdade que a crise nas empresas de mídia está empurrando bons profissionais para outras especialidades. Isso é outra coisa. Não há nada demais em ser bom assessor de deputado, por exemplo, ou passar à tarde despachando em algum tribunal. Mas que fique só por aí. O ideal seria deixar o jornalismo para quem ainda o vê como algo a serviço do bem comum e não e misturar dinheiros diferentes no mesmo bolso.

  • TVs e rádios institucionais

Nesta safra de novas fontes de empregos estão as emissoras de TV e rádios institucionais, como por exemplo, clubes de futebol. Acredito que mesmo o torcedor mais apaixonado não quer ouvir  alguém que só fale bem do time, mas por enquanto elas estão aí e crescendo. O Coritiba tem uma rádio na internet e domingo passado, no clássico com o Atlético Paranaense, ficou quase muda quando o adversário fez um gol. Vejam aí se não é uma situação ridícula (veja aqui).

Como fez o jornalista da NSC TV que não narrou o gol do Nacional de Montevidéu porque torcia para a Chapecoense. Lembram? A matéria está aqui

  • Cadê o incêndio?

Os telejornais locais da noite estão com cenários melhores, em uma primeira vista parecem evoluídos, mas com frequência deixam a desejar no conteúdo. Ontem, 6, um incêndio iniciado no tradicional hotel Renar, de Fraiburgo, acabou destruindo totalmente o hotel vizinho,  Biz (veja imagens aqui).  A única TV que registrou o fato foi a Barriga Verde, no Band Cidade. As demais não deram nem nota, segundo levantamento da TV Clipagem. Mas o discurso do governador Colombo na Assembleia todos tinham, porque é só pegar a equipe e mandar ali no Palácio Barriga Verde. Um fato normal e previsto, mas os episódios fora da agenda estão sem produção.

 
(Crédito: Rádio Rural)

  • 2018

Os micos do ano, por enquanto, são o texto da Globo dizendo que na horizontal é o mesmo que deitado e a flauta que permeia toda a novela clone do Game of Thrones (alguma coisa com Rei no título). É claro que não vejo esta novela - e por enquanto nenhuma outra - mas do home office ouço a maldita flauta assassinando uma composição de Simon e Garfunkel.

  • PS

A série da NSC sobre os fortes está muito bem feita.   

  • Genial

O "Jornal da CBN", da emissora nacional, com votação e tudo o mais, está promovendo o V Concurso de Marchinhas de Carnaval. Se quiser ouvir as candidatas e votar tem até sexta-feira. Uma das mais apreciadas tem o título de “Alô Alô Gilmar". A primeira colocada agora tem o título "Tio Lu". Ouça e se divirta.

1 - 'Tio Lu' - Os Marcheiros (Thiago de Souza, Daniel Battistoni, Bruno Sotil, Jorge Cirilo, Gláucio Santana e Gustavo Moscardini e Daniel Azavedo)
2 - 'Alô, Alô Gilmar' - João Roberto Kelly
3 - 'Sua hora vai chegar ' - Antonio Jorge Sales Antonio Carlos Sales
4 - 'Mantenha isto aí' - Noca da Portela , jornalista Paulo Marinho e Eliane Faria
5 - 'Desbunde' - Luis Eduardo Pinheiro de Oliveira (Dudu Pinheiro)

*Claiton Selistre é jornalista.



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