Multimídia

Grupo assume nova identidade e deixa RBS no passado


Já tem hora marcada para o grupo empresarial paulista NC assumir a compra da RBS Santa Catarina: será terça-feira, 15, às 19h, para convidados, a apresentação dos propósitos da nova empresa, vinhetas e campanha. Nos últimos dias o marketing está trabalhando na apresentação de teasers do que vem por aí. Fabian Londero, do RBS Notícias, esta nas ruas falando do jornal que apresenta (ver aqui). O logo já foi divulgado (ver matéria) mas o cenário ainda está sendo finalizado. Vão permanecer com a redação ao fundo, como fazem 9 entre 10 TVs do mundo, mas o âncora terá um monitor à frente para interagir.

É uma mudança radical na nomenclatura e nem tanto no conteúdo, que permanece ligado à Rede Globo na maior parte do espaço. Nos últimos meses houve um enxugamento da programação local das praças, com redução de funcionários, que continua. Sabe-se que o Grupo NC busca resultados, o que contrapõe, por exemplo, com o modelo atual de jornais impressos, que já são deficitários ou vão chegar lá. Espera-se alteração em breve nessa área, com a criação de um portal semelhante a Gazeta do Povo, em Curitiba, que foi visitada recentemente. Fala-se também que no futuro os jornais onlines terão uma edição impressa substancial aos fins de semana.

É esperar para ver o que foi definido nesses longos meses de transição da RBS para NSC.

Lembrando que o mentor e grande incentivador do negócio, Lírio Parisotto, não faz parte do processo, ficando apenas com as empresas NC, cujo foco até agora era compra de patentes e produção de remédios. 

  • MEIO-OESTE

A redução da programação local no interior catarinense pegou em cheio o planalto e meio-oeste. Lá a ex-RBS comprou a emissora de Joaçaba passando a gerar programação local. Depois mudou o principal para Lages, deixando Joaçaba como sucursal. E mudou de novo, agora mantém apenas equipes nas duas cidades. A TV Catarina - BAND SC - fechou definitivamente a operação em Xanxerê e a RIC acabou com a programação local na mesma cidade, mantendo também uma equipe.  

  • AFLIÇÃO

O rádio de Florianópolis está em um momento de grande aflição. A Guarujá demitiu muita gente, está atrelada a Band Nacional e careca de gestão. O programa de debate esportivo, por exemplo, que seria de maiores chances de audiência, se perde em discussões inaudíveis entre Miguel Livramento e Paulo Britto. É um debate neurótico, cujos digladiantes deveriam ser separados.

Na CBN, reportagem, comentário e especialmente plantão estão em um momento muito ruim. Com um pouco mais de liderança já teria mexido para melhorar o time, por exemplo, contratando o plantão Luiz Gonzaga, o melhor da área que está desempregado em Florianópolis.

Enquanto isso, o ouvinte sofre.

Claiton Selistre é jornalista.



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