Comunicação

Casa Branca ignora repórteres LGBT e negros em convite para festa anual


Pelo menos dois correspondentes de longa data da Casa Branca não foram convidados para a festa anual de fim de ano da Casa Branca para a imprensa.

Chris Johnson, principal repórter político da Casa Branca do “Washington Blade”, soube que não havia sido convidado para a festa no dia de Ação de Graças, comemorado nos Estados Unidos em novembro. Johnson, repórter do veículo de mídia LGBTQ do país, participou de todas as festas nos últimos sete anos.

Outra profissional excluída do evento sem fins jornalísticas para membros do governo e da imprensa foi a repórter negra April D Ryan, correspondente da Casa Branca e chefe do departamento de Washington da 'American Urban Radio Networks', que participa da confraternização nos últimos 20 anos.

Estes dois cortes da lista de convidados da festa geraram rumores de que a Casa Branca estaria excluindo pessoas LGBTQ e negros do evento.

A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentários. Como cita o 'Globo', repórteres do 'Washington Post', 'New York Times' e 'Politico' foram convidados para a festa. O 'Times' disse ter recebido menos convites do que no ano anterior, mas achou a redução consistente. Nenhum profissional do 'Washington Blade' e da 'American Urban Radio Networks' foi chamado para a festa de fim de ano.

A CNN decidiu boicotar o evento inteiramente. Em uma declaração na terça-feira, 5, um porta-voz da rede de TV afirmou que seria inadequado para os repórteres da rede participar, “à luz dos contínuos ataques do presidente à liberdade de imprensa e à CNN”.

A festa deste ano será realizada em um dia de semana e começará mais cedo do que os eventos passados. O primeiro casal não posará para fotos com repórteres, como todos os governos anteriores fizeram. No entanto, manterá uma tradição: manter o evento sem cobertura midiática.



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