Cine&Séries

O Cinema e a (falta de) igualdade racial




Aqui entre nós

Confesso que esta foi uma das edições mais difíceis para mim. Tinha a ideia na cabeça, lembranças de filmes sobre racismo que me marcaram, mas quanto mais eu pesquisava mais surgiam coisas que achava importante incluir. Impossível fazer isso numa só edição ! Então, vamos por partes, como dizia o cara aquele que atendia pelo nome de Jack. Depois de tudo, algumas tristes conclusões : na vida real, a igualdade racial anda mais vagarosamente que nos filmes; mesmo nos EUA onde a luta pelos direitos dos negros é forte, ainda há muita segregação no meio artístico; falamos aqui só da discriminação contra os afrodescendentes, mas poderíamos estender aos latinos, árabes, índios e outras etnias. Acho que as coisas só estarão perfeitas quando não precisarmos dizer " os melhores artistas negros ou asiáticos etc..." e, sim, melhores artistas. Sei que esse é um assunto delicado, a começar pelo vocabulário e expressões. Tentei ser  o mais respeitosa possível, mas quando não é na própria pele ( sem trocadilho) a gente não sabe exatamente onde dói. Espero ter conseguido. Boa leitura.

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Fora de série

THE KNICK (2014- 2 temporadas/foto e trailer)

A série , dirigida pelo prestigiado Steven Soderbergh, não tem o racismo como ponto central, mas ele está fortemente presente na trama que fala de medicina, doutores e hospitais em 1900. O título vem de Knickerbocker, um hospital que realmente existiu em Nova York. O protagonista é o Dr.John Thackery (o astro Clive Owen), ousado experimentador de novas técnicas cirúrgicas. As cenas onde ele opera, cercado de estudantes, outros cirurgiões e curiosos, exigem estômago forte do telespectador. Além de tudo, Thack que já é alucinado por natureza se vicia em cocaína, usada como anestésico. Outro aspecto é a corrupção correndo solta na administração do grande hospital. O responsável pelos desvios financeiros, Hermann Barrow, interpretado pelo irlandês Jeremy Bobb, é um dos tipos mais asquerosos que já vi nas telas.

Bem, imaginem o que era ser um médico negro em pleno final do século XIX. Essa é a situação do Dr. Algemon Edwards, vivido por Andre Holland. Filho da empregada de um grande empresário, dono do hospital, Algemon teve a chance de cursar medicina. Ele é tratado pelo próprio benfeitor como um "animal de estimação" a ser exibido para os amigos. Quando chega ao The Knick, Algemon é hostilizado e discriminado por todos. A ele é reservado atender apenas pacientes negros em um local apertado e sombrio. Quando vai atender um homem pobre e branco, o paciente não quer ser tocado por um "homem de cor". Mas ele e Tackery têm algo em comum: a ânsia pelo experimento e o uso de novas técnicas. Assim, ele consegue algumas brechas no sistema, despertando a inveja de outros discípulos do Dr.Tack. Pra embolar ainda mais o meio de campo, o Dr. Algemon mantém um romance secreto com a filha do dono do hospital.

Em resumo: "The Knick" é o melhor do cinema, usando a TV como veículo. Pena que o público não a valorizou como merecia e durou apenas duas temporadas.

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Alguns dos melhores filmes americanos sobre o tema

A luta pela igualdade racial deve muito ao Cinema. Mas, no caso do cinema americano, é bom que se diga também que ele já serviu de instrumento de segregação. O caso mais flagrante é de "O Nascimento de Uma Nação", de 1915. Dirigido por D.W.Griffith, considerado o pai da indústria cinematográfica arrasa-quarteirão que se tornou o cinema americano, o filme é escancaradamente racista. Chega a elogiar a Ku-Klux-Klan. Precisa dizer mais? Cem anos depois, outro cineasta, Nat Parker dirigiu uma película homônima, indo no sentido inverso do original. Ganhou o Festival de Sundance e, mais tarde, se meteu em nova polêmica, mas isso já é outra história.

Há muitos bons filmes denunciando o racismo, mas não é possível falar de todos. O critério aqui é apenas o meu gosto pessoal, onde o "termômetro" foi a emoção que me causou. A lista fica aberta a quem quiser acrescentar os seus favoritos, como sempre.

O Sol é para Todos ( 1963)

O livro sobre um advogado branco que defende jovem negro acusado de estupro nos anos 30, em Alabama, é de autoria da escritora Harper Lee. A adaptação para o cinema foi brilhante e recebeu inúmeros prêmios, incluindo melhor ator para o talentoso e "gente boa", Gregory Peck. É um classicão em preto e branco, sensível e merecedor de abrir a nossa lista.

No Calor da Noite ( 1967)

Ganhador do Oscar de melhor filme, "No Calor da Noite" traz o ma-ra-vi-lho-so Sidney Poitier ( vamos falar mais sobre ele) como o detetive Virgil Tibbs, papel que interpretaria mais duas vezes. Um grande empresário é morto e ao buscar o assassino, um policial local vê Tibbs na estação de trem e logo o prende como suspeito por...ser negro e carregar dinheiro. Desfeito o "equívoco", é Tibbs quem vai investigar o crime ao lado do xerife, interpretado brilhantemente por Rod Steiger.

Banzé no Oeste ( 1974)

Aqui o drama dá lugar à sátira e à ironia de Mel Brooks. Não sei como o filme seria encarado hoje em tempos tão politicamente corretos, pois as piadas não são nada sutis e algumas beiram à grosseria. Mas que o filme é engraçado, isso é! Brooks usa o velho oeste para debochar do racismo, a partir da chegada de um xerife negro à cidade onde todos se chamam Johnson. No elenco estão Gene Wilder e Madeline Khan que fizeram "O Jovem Frankstein" com o diretor, geniais como sempre.

Mississipi em Chamas (1988)

Lembro do impacto que esse filme de Alan Parker me causou. Dois agentes do FBI, interpretados com maestria por Gene Hackman e Willem Dafoe, investigam o desaparecimento de três ativistas dos direitos humanos em uma pequena cidade do Mississipi. Os três jovens, um negro e dois judeus, procuravam esclarecer um incêndio em uma igreja da comunidade negra. Seus corpos foram descobertos mais tarde em uma barragem. Só no ano passado o caso real, onde se baseia o filme, foi encerrado. Os culpados não foram encontrados (??!!).

Faça a Coisa Certa (1989)

O filme de Spike Lee é considerado pelos críticos como um divisor de águas na história do cinema negro norte-americano. Até então, havia poucos diretores negros  e faziam filmes dirigidos apenas ao público afrodescendente. Com o seu " Faça a Coisa Certa" que mostra como pequenos conflitos podem aumentar a tensão racial , Spike Lee como que abriu o mercado para películas do tipo. Hoje, há vários cineastas negros em atividade. A história junta ítalo-americanos, coreanos e afro-descendentes.

12 Anos de Escravidão (2013)

O ganhador do Oscar de melhor filme, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro adaptado de 2014, tornou o diretor Steve McQueen o primeiro afrodescendente a ter dirigido um filme ganhador do principal prêmio do cinema americano. O filme conta a história de Solomon Northup, um negro liberto que foi sequestrado e vendido como escravo em 1841. Assim viveu durante 12 anos. É uma adaptação do livro que conta a história real, ou seja, esse horror realmente aconteceu.

Loving ( 2016)

Quando a gente lê sobre "12 Anos de Escravidão" pode pensar: bem, isso aconteceu há 176 anos, depois as coisas mudaram. Pois a história do casal Richard e Mildred Loving aconteceu há pouco mais de 50 anos! Ele branco, ela negra, foram presos por terem casado na Virginia, onde a miscigenação era proibida por lei. Tiveram que se declarar culpados e mudar para outro estado. Essa lei patética e desumana durou até 1967.

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GALERIA DE ESTRELAS

O Cinema surgiu em 1895, ainda de forma experimental, mas logo se tornou um entretenimento popular entre as pessoas mais pobres. Depois, como se sabe, caiu no gosto de todos e virou uma indústria poderosa, principalmente nos Estados Unidos. Para os profissionais negros a caminhada foi lenta e ainda hoje os artistas afrodescendentes lutam por mais espaço e reconhecimento. Mas, já melhorou muito em relação ao passado, quando o negro era mostrado nas telas de forma estereotipada. A "black face", atores brancos pintados de preto com cortiça, estava presente no primeiro filme falado: "O Cantor de Jazz"(1927), com Al Johnson. Pouco a pouco, atores, atrizes e diretores foram furando o bloqueio do preconceito .

Hattie McDaniel :  foi a primeira atriz negra a ganhar um Oscar, o de melhor atriz coadjuvante em " E o Vento Levou"( 1939). O papel era o da abnegada empregada doméstica de Scarlett O´Hara. Apesar do estereótipo do papel, Hattie entrou para a história do Cinema. O irônico: ela não pode assistir a estreia do filme em Atlanta porque as leis segregacionistas não permitiam.

Sidney Poitier : Para tudo que agora eu vou falar sobre um dos meus três amores das telas ! Me apaixonei por ele quando vi " Ao Mestre com Carinho" (1967). Mas antes e depois desse, Sidney fez filmes importantes na discussão sobre direitos humanos. Considero injusto que ele tenha sido criticado por ativistas como " o negro que os brancos queriam ver, obediente, acomodado". Durante sua carreira, Sidney fez uma série de filmes que mostravam a discriminação e a luta dos afro-americanos  ( essa expressão ainda nem existia). E o melhor: ÓTIMOS filmes. " No Calor da Noite", "Uma Voz nas Sombras", " O Ódio é Cego" ( aqui o tema se cruza com "The Knick", pois Sidney interpreta um médico negro acusado de erro pelo irmão racista do homem que ele tratou), " Separados mas Iguais".

Em "Adivinhe com vem para Jantar" (1967), em companhia dos grandes Spencer Tracy e Katherine Hepburn, o personagem de Sidney namora uma moça branca e as respectivas famílias liberais tem que se confrontar com seus próprios preconceitos. Enquanto nas telas se discutia a questão da discriminação, fora delas o público conservador se escandalizava com o beijo inter-racial entre Sidney e  Katharine Hougthon. Uma cena sutil, feita através do retrovisor do carro. Sem comentários.

A história de vida de Sidney Poitier, que completou 90 anos em 2017, é extraordinária.  Eu achava que ele era um príncipe de algum país distante, mas na verdade nasceu nas Bahamas, filho de família pobre e só aprendeu a ler aos 15 anos quando foi para Miami morar com o irmão. Foi um senhor judeu para quem trabalhava que o ensinou a ler. A história, contada pelo ator na biografia "Uma Vida muito além das Expectativas", é comovente. Famoso, Sidney tentou reencontrar seu "professor", mas foi em vão. Ele relata também a discriminação que sofreu e as agruras que passou para se tornar um ator em Nova York, mas o faz de maneira sóbria, sem rancor ou autopiedade.

Bem, esse jovem pobre e analfabeto, se tornou um dos maiores atores do cinema, além de diretor e diplomata. Sidney Poitier tronou-se o primeiro negro a ganhar um Oscar de Melhor Ator por seu papel em "Uma Voz nas Sombras", em 1963. Em 2002, recebeu um Oscar pelo conjunto da obra. Até hoje é um modelo para os artistas negros que seguem a vida artística. E para o mundo que precisa de mais fraternidade e menos ódio.

Denzel Washington

Vinte e sete anos depois de Sidney, nascia Denzel Washington. Hoje um dos mais famosos e bem pagos atores de Hollywood,  Denzel conta que não pensava em ser ator porque não via pessoas como ele nas telas. Sidney foi sua única inspiração. Nesses 30 anos de carreira, ele abriu caminho para os jovens atores negros, assim como Poitier abriu para ele nos anos 80.

Denzel acumula sucessos arrasa-quarteirão, tipo "Dia de Treinamento", "Chama da Vingança" e o "O Colecionador de Ossos". Fez também " Malcom X" e "Um Grito de Liberdade",  interpretando dois dos maiores líderes da luta pelos direitos dos negros: Malcom X e Steve Biko. Fez parte ainda do elenco do primeiro filme a falar sobre a epidemia de Aids: "Filadélfia" (1993). Hoje, Denzel figura entre os atores com cachê acima de 20 milhões de dólares, ao lado de Leonardo Di Caprio, Robert Downey Jr. e Mark Whalberg. No ano passado, estreou na direção com o bem sucedido "Um limite entre nós" (2016). Denzel ganhou um Oscar de melhor ator coadjuvante ( "Tempo de Glória") e melhor ator ("Dia de Treinamento").

Outros nomes masculinos importantes: Jamie Foxx e Forest Whitaker ( os dois vencedores do Oscar de melhor ator), Will Smith, Morgan Freeman, Samuel L. Jackson, Lawrence Fishburne, Eddie Murphy e o maravilhoso Don Cheadle. Há uma nova safra: Mahershala Ali, Djimoun Hounsou, Omar Sy e o astro em ascensão Idris Elba, já cotado até a virar James Bond.

ELAS !

Whoopi Goldberg : Passaram-se mais de 50 anos para outra atriz negra ganhar a estatueta dourada depois de Hattie McDaniel. Carismática, talentosa, Whoopi foi premiada como coadjuvante em "Ghost- Do outro lado da Vida", em 1991. Depois emendou várias comédias como "Mudança de Hábito". Antes havia feito o belo e triste "A Cor Púrpura", de Steven Spielberg. Hoje, anda meio esquecida.

Halle Berry : a linda Halle foi a primeira afro-americana a ganhar o Oscar de melhor atriz. Isso já em 2001, em um filme de que gosto imensamente: "A Última Ceia" ( "Monster´s Ball" no original). Os caminhos dela e de um homem branco racista ( Billy Bob Thorton)  se cruzam quando os dois perdem seus filhos em situações trágicas. Tudo muda a partir daí. O filme traz uma das cenas mais explícitas e dolorosas de sexo no cinema americano. Sim, Halle Berry super mereceu o prêmio!

Viola Davis : E chegamos àquela que hoje é uma das atrizes mais importantes de Hollywood.  Atriz de teatro e cinema, Viola Davis arrebatou todos os prêmios importantes com sua interpretação no filme de Denzel Washington "Um Limite entre nós". Ela protagoniza também a famosa série " How to Get Away With Murder " (da qual não gosto, mas a quem interessa? )exibida no Brasil pela Sony. E que discurso forte essa mulher fez, uau !

Outros premiadas: Octavia Spencer, Mo Nique, Lupita Nyongo e Jennifer Hudson. È pouco? Sim, é pouco.  Em 2016, houve forte reação ao fato de em dois anos consecutivos a Academia não ter indicado NENHUM artista negro.

A vez dos diretores afrodescendentes

Já falamos sobre "12 anos de escravidão". O britânico Steve McQueen foi o primeiro diretor negro a ganhar um Oscar de melhor filme.  Desde cedo surgiram cineastas negros, mas seus trabalhos eram só para a comunidade negra. Nos anos 70, em plena luta pela igualdade racial, as coisas começaram a mudar .  Gordon Park dirigiu "Shaft", 1971, onde o papel do negro não era mais o do bandido, mas o do herói. Nos anos 80, Spike Lee "vira a mesa" com "Faça a Coisa Certa", como já comentamos lá em cima. Hoje há vários cineastas negros em atividade, além do próprio Spike:  John Singleton ( "Os Donos da Rua"), Lee Daniels ("Preciosa") e , caso raríssimo, uma diretora negra,  Gina Prince Bythewood ("A Vida Secreta das Abelhas") e vários outros.

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É COISA NOSSA

O Brasil é a nação com a maior população negra do mundo fora da África. Mas isso não se reflete na representação de afrodescendentes no Cinema nacional, nem em número de atores e diretores, nem em papéis importantes. E isso não parte só da observação, mas de pesquisas do Grupo de Estudos Multidisplinares da Ação Afirmativa (Gemaa) da UERJ. Para dar apenas um dado: 15% dos atores principais  são negros ou pardos  e 2% dos diretores . E não é por falta de artistas talentosos, como veremos a seguir.

Atores

Milton Gonçalves : está entre os maiores atores do Cinema e TV. Realizou cerca de 50 filmes, entre eles o poderoso " A Rainha Diaba" ( 1974), dirigido por Luiz Carlos Fontoura. Uma história transgressora em plena ditadura, mas a censura não percebeu o quanto. Além de Milton, que interpreta a travesti e traficante do título , o filme traz outro grande, enorme, ator:  Nelson Xavier.

Grande Otelo :  ao lado de Oscarito, um dos maiores comediantes que o Cinema brasileiro já teve. Fez cerca de 50 filmes, inclusive o icônico "Macunaíma" (1963) que deu a ele o Prêmio Air France da academia de cinema francesa.

Lázaro Ramos : a nova geração tem em Lázaro Ramos um dos mais importantes nomes do Cinema, teatro e TV brasileiros. Além de  peças, novelas e séries, fez mais de 20 filmes como ator e dirigiu outros vários. Entre seus papéis mais premiados estão "Madame Satã", "O Homem que copiava" e "Carandiru".

Tantos outros: Zózimo Bubul, Antonio Pitanga, Antonio Pompeo, Tony Tornado, Flavio Bauraqui, Luis Miranda...

Atrizes

Zezé Motta : a ma-ra-vi-lho-sa atriz e cantora interpretou um dos papéis mais marcantes do Cinema brasileiro, Xica da Silva. Há mais de 40 anos, Zezé viveu a história da escrava que se casa com o comprador de diamantes vivido por Walmor Chagas e vira uma "primeira dama" exuberante. A direção é de Cacá Diegues, com quem fez também "Quilombo", "Orfeu" e "Tieta do Agreste". Zezé fez dezenas de filmes e continua na ativa no cinema e na TV.

Ruth de Souza : uma das pioneiras do teatro e cinema brasileiros, hoje com 96 anos, Ruth é um modelo para jovens atrizes afro-brasileiras. Foi a primeira atriz negra a atuar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1945. Fez centenas de filmes, novelas e peças de teatro.

Outras tantas: Chica Xavier, Jacyra Sampaio, Léa Garcia, Neuza Borges, Thais Araújo...

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Beijo de Cinema

Queria muito mostrar o beijo entre Sidney Poitier e Katherine Houghton em " Adivinhe quem vem para Jantar", mas ele parece ter desaparecido de qualquer arquivo de imagens. Só encontrei essa foto, provavelmente material de divulgação do filme na época.

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Hasta la vista, baby!

Frases de Cinema

Lupita Nyong, atriz, fala sobre padrão de beleza

"Há um longo caminho ainda para combater o preconceito inconsciente contra o cabelo, textura e complexidade dos cabelos de mulheres negras". ( Lupita teve sua foto editada, "clareada", para a capa de uma revista italiana).

Lázaro Ramos, ator, fala sobre a profissão

"Os atores negros tem de ser inseridos na dramaturgia das histórias, em vez de estarem em cena apenas para fazer papel de marginal e dizer sim senhor".

"O Sol é para todos" –  o livro da escritora Harper Lee rendeu belos diálogos na adaptação para as telas, principalmente entre Atticus (Gregory Peck) e a filhinha dele, Louise ( Mary Badham

"Só existe um tipo de gente: gente."

"Quando crescer, todos os dias você verá brancos ludibriando negros, mas deixe-me dizer uma coisa, e nunca se esqueça disso: sempre que um branco trata um negro desta forma, não importa quem seja ele, o seu grau de riqueza ou a linhagem de sua família, esse homem branco é lixo."

"Antes de poder viver com os outros, eu tenho de viver comigo mesmo. A consciência de um indivíduo não deve subordinar-se à lei da maioria."

 

Você nunca entende realmente uma pessoa até você considerar as coisas pelo ponto de vista dela".

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Mens@agem para Você

De: Cineseriéfilos de A Distinta Galeria, PR, lembram outro filme de Natal

"Um policial(!!) de Natal

A história ocorre dias antes do Natal quando um ladrão disfarçado de Papai Noel (Chistopher Plummer) teve o seu planejado assalto a um banco frustrado por causa da atenção com que uma criança vigiava suas ações. Um modesto caixa do banco (Eliott Gould), para quem os movimentos do psicopata assaltante também não passaram despercebidos, sabendo que ele retornará, prepara uma curiosa recepção para a volta do Papai Noel assaltante.
Por sua trama engenhosa e por um suspense que não diminui até o final, O Sócio do Silêncio* é considerado por muitos um dos grandes filmes do gênero".

* título original: "The Silent Partner", às vezes traduzido também como "O Parceiro do Silêncio".


C&S :Muito obrigada pela sugestão. Filme com Christopher Plummer e Eliott Gould só pode ser bom

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De :Katy Michi

Adorei !!!

C&S : Valeu, Katy

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De: Nicolas Venetucci, Arg

Una genialidad esa nota! Felicitaciones y felicidades!!!

C&S: Gracias, Nicolas

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THE END



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