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​ Como deve ser o conteúdo da sua empresa em 2018


Por Alexandre Gonçalves*

O conteúdo continua sendo importante aliado das empresas na sua estratégia digital. Isso não muda. O que deve mudar é a forma como esse conteúdo é oferecido aos visitantes dos canais digitais. Há muita oferta de conteúdo e por isso se faz necessário trabalhar com foco em conteúdos que sejam de fato relevantes. As pessoas buscam soluções para suas necessidades, dores e intenções. Neste sentido, deve-se priorizar o que for mais impactante e sempre produzir conteúdo que tenha maior naturalidade, seja menos robotizado para gerar empatia.

Esta aliás é a palavra-chave do conteúdo de resultados para 2018: EM-PA-TIA.

Você sabe o que é?

É se colocar no lugar do outro para ter uma compreensão melhor de suas necessidades. No caso do marketing digital, isso implica em “virar” a visão a respeito do conteúdo, produzir sempre levando em conta o ponto de vista do cliente, fazer o que eles querem, buscam de fato. Esta mudança de postura influencia a forma como o conteúdo é feito, consumido e distribuído. Não é o que sua empresa ou seu gestor querem, mas o que seu cliente precisa, como enfatizado pelos principais palestrantes na edição 2017 do RD Summit.

A conta é simples. Você multiplica utilidade, empatia e inspiração para chegar a um conteúdo “campeão”. O caminho para isso é buscar contar mais histórias, valorizar a experiência de clientes de seus produtos ou serviços. Isso ajuda a criar identificação e estabelece as pontes que vão aproximar ainda mais sua empresa de potenciais novos clientes.

Junto com as histórias e experiências, o conteúdo também pode adotar a contextualização como forma de atrair clientes. Basicamente, o foco deve estar no fornecimento de informações que “elevem” o cliente, tornando-os mais inteligentes e parte de algo importante. Atuar desta forma ajuda a empresa a liderar as conversas, com poder de ser capaz, se necessário, de mudar uma narrativa.

Isso inclui também avaliar seu “tom de voz” na comunicação pelos meios digitais. Eventualmente, pode ser que sua empresa precise arriscar mais na estratégia digital. Ter mais humor no conteúdo, por exemplo, é uma possibilidade. O importante é pensar em sair do lugar-comum e tentar uma abordagem que gere um conteúdo extraordinário. O recado é simples: não dá para ser medíocre na oferta de conteúdo. Tentar fazer diferente é o primeiro passo para o conteúdo “épico”.

Um caminho para chegar a esse resultado é adotar e compartilhar um olhar criativo em toda a empresa, como bem disse a roteirista, escritora, palestrante e especialista em mídias digitais Rosana Hermann, em sua participação na edição 2017 do RD Summit:

É importante olhar por outro ângulo, criar em cima do que já existe, procurando técnicas, processos e ferramentas para isso”.

Para isso, Rosana lista quatro ações:

– Ter postura destemida;

– Lembrar sempre que aprendizado é patrimônio;

– Ter espírito hacker para achar atalhos; e

– Lembrar que o digital está nas mãos.

A postura destemida citada pela Rosana está relacionada com sua coragem para fazer algo acima da média. Assistir seus números de visitantes e leads caindo ou, menos mal, estacionados, e não tomar nenhuma atitude não resolve. Ser destemido é virar sua estratégia do avesso, se preciso. Mudar a abordagem, buscar novas ideias, trocar o tom de voz, renovar a equipe ou reestruturar canais. Não precisa ser no impulso até porque o que não faltam são dados (do Google Analytics, do RD Station, do Facebook…).

Esses dados, aliás, são parte do patrimônio da empresa sobre o qual Rosana se refere. Você e seu time podem aprender muito sobre sua estratégia digital conferindo o que é gerado pelas plataformas que utiliza. Tanto o que é mais como o que é menos acessado têm valor para uma análise. O que é “sucesso” pode ser mais explorado, gerar mais conteúdo e ser a “porta” para que outros conteúdos tenham também um tráfego melhor.

No caso do que está indo mal, avalie qual a importância do conteúdo para os resultados da empresa. Se for relevante, pode-se pensar na produção de um novo conteúdo sobre o tema, trazendo o mais antigo junto (um ou mais) numa espécie de “círculo” cercando melhor a palavra-chave adotada. Pode-se pensar ainda em trazer o conteúdo mais antigo em um novo formato. O post pode virar roteiro de um vídeo ou de um infográfico, por exemplo.

Para ter espírito hacker, primeiro livre-se da visão pré-concebida do que seja um hacker. Não estamos falando de programadores “ninjas” que entram em qualquer ambiente computacional. No marketing digital, o hacker é quem está mesmo aberto a testar, a experimentar ideias, ferramentas, soluções, canais, abordagens e processos, justamente para encontrar os atalhos que a Rosana destaca. Ter este espírito hacker é o que fará com que sua estratégia digital possa ter as características citadas acima, com mais foco no cliente, na geração de empatia e inspiração. Se não “hackear” seu pensamento, como você conseguirá produzir conteúdos acima da média?

Se o digital está nas mãos, como lembra Rosana Hermann, é deste tipo de conteúdo que sua empresa precisa para conquistar a atenção de quem está cada vez mais conectado e, a princípio, aberto para receber boas novas – que pode ser o conteúdo da sua empresa.

Aceita o desafio? Comece agora.

*Alexandre Gonçalves é jornalista, especializado em gestão e produção de conteúdo digital, sócio na Agente Informa e editor do blog Primeiro Digital. Também colabora com o Portal Making Of como no especial A Força do Rádio.



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